Bitencourt & Co. lança o B&Co. Studies Vol. 2: onde o crédito rural não chega

Foto: B&Co. | Imagem ilustrativa
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O segundo volume da série cruza a safra do IBGE com o crédito rural do Banco Central, município por município, e estima R$ 33 bilhões de custeio que a lavoura do Sul e do Sudeste comporta e não recebe.
A Bitencourt & Co. publicou o B&Co. Studies Vol. 2, segundo estudo da série editorial da consultoria. Depois de um primeiro volume dedicado a explicar por que a estratégia morre na execução, a nova edição muda de escala: em vez da empresa, olha para o território. O tema é o financiamento da safra brasileira e a pergunta que poucos fazem com dado na mão: onde o crédito rural não chega, e o que isso significa para quem vende para o produtor.
Um quarto da lavoura, e o resto?
Todo mês de julho, o Plano Safra anuncia cifras recordes. Mas o estudo mostra que o crédito rural, por meio do custeio agrícola, financia só uma parte da safra. Nos sete estados do Sul e do Sudeste, 78,6% da área plantada não passa pelo custeio do crédito rural. O restante é financiado por barter, CPR, cooperativas, tradings e capital próprio.

O financiamento não diminuiu. Mudou de mãos. E muda num momento delicado: o custeio bancário recuou 7,2% nos últimos 12 meses nos sete estados, a inadimplência do crédito rural está no maior nível da série do Banco Central e o El Niño eleva a incerteza sobre a próxima safra.
Crédito rural por município: o que os dados revelam
O estudo cruza duas bases públicas que quase nunca são lidas juntas: a Produção Agrícola Municipal do IBGE, safra 2025, e a Matriz de Dados do Crédito Rural do Banco Central, de setembro de 2025 a agosto de 2026. São 2.797 municípios, cultura por cultura.
Entre os achados:
R$ 33,0 bilhões de potencial contra o teto no Sul e no Sudeste: a distância entre a cobertura atual de cada território e a cobertura que as melhores regiões já alcançam na mesma cultura.
Concentração territorial: dez mesorregiões, de 60, somam quase metade desse potencial. O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba lidera, seguido pelo Norte Central e pelo Oeste do Paraná.
Seguro: em Minas Gerais, 69% da área financiada não tem seguro nenhum, nem Proagro, nem outro seguro.
Centro-Oeste: medido pela régua da própria região, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul somam mais R$ 15,1 bilhões. Metade está no Norte Mato-grossense. Lá, quem tem cobertura contrata seguro de mercado, e o custeio bancário caiu 17,9% em um ano.

Potencial não é receita
O estudo é deliberado na prudência. O potencial bruto, toda a área sem custeio, passaria de R$ 200 bilhões. Mas há lavoura que em lugar nenhum do país se financia por custeio. Por isso, a medida central é o potencial contra o teto: o volume que territórios comparáveis provam ser financiável e este ainda não tem.

"Um número menor que se defende vale mais que um maior que não para em pé numa reunião de diretoria", resume o texto. Potencial não é receita nem previsão. É o mapa de onde vale a pena ir conferir.
Do método ao território
O Vol. 2 é a aplicação direta do Business Alignment System (BAS), metodologia proprietária da Bitencourt & Co., ao território. A premissa é a mesma do primeiro volume: toda decisão deve responder à pergunta "como isso contribui para o crescimento da receita?". Muda a escala. Em vez de alinhar marketing, vendas, operação e finanças, o estudo alinha o mapa de atuação de uma empresa ao lugar onde a receita pode crescer.
A base de dados do estudo é a mesma do RadarAgro, plataforma de inteligência territorial lançada pela Bitencourt & Co. para cooperativas, revendas, seguradoras e indústrias do agro.
Acesso
O B&Co. Studies Vol. 2 tem 23 páginas e 13 figuras, com referências clicáveis e nota técnica completa. O acesso é gratuito.
B&Co. | Where Business Aligns
Sobre o autor
Toni Bitencourt, 31 anos, é fundador da Bitencourt & Co. e CEO da Nidus Assessoria de Marketing e Negócios, empresa que há cinco anos dá suporte a negócios de diferentes setores no Sul do Brasil.
Há quase uma década, lidera operações que conectam marketing, vendas e tecnologia para transformar empresas em sistemas de crescimento previsível e sustentável.
Especialista em vendas, gestão e estratégia de crescimento empresarial, atua como mentor de negócios e palestrante em temas ligados à cultura, processos e liderança.
Vindo do marketing, cursou Engenharia antes de adentrar ao mundo dos negócios — combinação que proporcionou uma visão analítica e sistêmica na forma de gerenciar empresas e estruturar times.

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