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O que esperar de 2026: análise revela nova agenda executiva baseada em eficiência e sustentabilidade financeira
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O que esperar de 2026: análise revela nova agenda executiva baseada em eficiência e sustentabilidade financeira

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Uma mudança estrutural no comportamento executivo

Os dados consolidados entre o segundo e o terceiro trimestre de 2025 mostram uma alteração clara nas prioridades do C-Level brasileiro. O mercado deixou de valorizar práticas orientadas a volume, alta exposição ou ganhos rápidos — e passou a deslocar sua atenção para eficiência, margem e previsibilidade. Trata-se de uma mudança estrutural, não de um ajuste pontual. O movimento indica uma reconfiguração da agenda executiva para modelos mais técnicos, mensuráveis e disciplinados de gestão.

A análise aponta que a lógica do “crescer a qualquer custo” perdeu força de forma consistente. A volatilidade macroeconômica, combinada com maiores custos de oportunidade, fez com que executivos priorizassem iniciativas que ampliam estabilidade financeira, sustentação operacional e decisões orientadas por dados.

Panorama Consolidado das Buscas (Google Trends | Q2 vs. Q3 2025)

Categoria

Termo analisado

Variação (%)

Interpretação Executiva

Ascensão

Gestão de margem / EBITDA

+70%

Margem torna-se o principal eixo de decisão, com CFO assumindo protagonismo.

Ascensão

Retenção / LTV

+65%

Base instalada passa a liderar a agenda de receita e sustentabilidade.

Ascensão

Eficiência operacional

+55%

Empresas priorizam disciplina, racionalização e otimização de recursos.

Ascensão

Automação / IA para custos

+50%

IA e automação ganham uso prático para redução de OPEX.

Ascensão

Planejamento estratégico 2026

+40%

Executivos antecipam ciclos para garantir previsibilidade.

Declínio

Viralização / Hacks

–60%

Perda de confiança em táticas de aleatoriedade, sobretudo no B2B.

Declínio

Growth Hacking

–45%

Passa a ser associado a risco, improviso e baixa previsibilidade.

Declínio

Geração de leads

–30%

Volume deixa de ser métrica central; foco migra para conversão e qualificação.

Declínio

Marketing de influência

–10%

Mantém relevância, mas perde prioridade frente a conteúdo técnico e ABM.


O que perde relevância

Os termos em declínio representam práticas associadas a velocidade sem estrutura, ações de curto prazo ou iniciativas cuja previsibilidade é limitada. A queda expressiva de interesse em viralização e hacks indica baixa confiança em estratégias baseadas em aleatoriedade, sobretudo no ambiente B2B. Da mesma forma, a diminuição na busca por growth hacking reflete um distanciamento de abordagens experimentais sem metodologia consolidada.

A retração no interesse por geração de leads mostra um amadurecimento do mercado, que deixa de valorizar volume para voltar sua atenção à qualificação e ao impacto real sobre conversão e receita. Já o marketing de influência, apesar de manter espaço em segmentos específicos, perde prioridade diante da ascensão de conteúdos técnicos e modelos de comunicação orientados a contas estratégicas.

O que ganha protagonismo

Os termos em ascensão evidenciam uma agenda executiva voltada para sustentabilidade financeira e rigor operacional. A gestão de margem se torna o tema central, deslocando a conversa de volume para lucratividade e ampliando o papel do CFO como eixo decisório do negócio. Em um cenário de capital mais caro e pressão por rentabilidade, finanças deixa de atuar como área de retaguarda e passa a ocupar o centro das decisões estratégicas, influenciando diretamente prioridades, alocação de recursos e ritmo de execução.

O avanço do interesse por retenção e LTV confirma a valorização da base instalada como ativo estratégico, reforçando a integração entre pós-vendas, eficiência de carteira e previsibilidade de receita recorrente. A eficiência operacional, por sua vez, desponta como prioridade, estimulada pela necessidade de entregar mais qualidade com os mesmos recursos e pela urgência de eliminar desperdícios estruturais. Nesse contexto, a automação e o uso de IA para redução de custos deixam de ser tendências emergentes e passam a ser ferramentas práticas de otimização.

O aumento no volume de buscas relacionadas ao planejamento estratégico para 2026 indica que executivos estão antecipando ciclos decisórios, buscando maior rigor no desenho de metas, na composição orçamentária e nas projeções de crescimento.

Uma nova lógica de liderança

Os movimentos captados pelos dados apontam para uma mudança consistente no comportamento executivo. A liderança ganha contornos mais analíticos e orientados ao impacto direto nas estruturas de resultado. A prioridade deixa de ser o crescimento acelerado e passa a ser o crescimento sustentável — sustentado por margem, retenção, eficiência e disciplina operacional.

O Brasil entra, desta forma, em um ciclo em que previsibilidade e execução passam a ocupar o centro das discussões estratégicas. É uma transição que redefine o papel dos times, reposiciona o CFO como protagonista e consolida a eficiência como o principal vetor de competitividade para 2025 e 2026.

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Sobre o autor

Divulgação B&Co. é o núcleo editorial da Bitencourt & Co., responsável por comunicar análises, estudos, projetos e movimentações estratégicas da consultoria. Atua como canal oficial para registrar, de forma factual e objetiva, imersões executivas, iniciativas com clientes e conteúdos que refletem o método, a visão e as práticas aplicadas pela B&Co. em organizações de diferentes setores.

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